segunda-feira, 31 de maio de 2010
Glossário de Termos Técnicos
Caros alunos do 5o. período,
Repasso-lhes, conforme combinado, o exercício a ser feito nas duas próximas aulas e instruções para realizá-lo.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
ESCOLA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
PROFA. JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA
GLOSSÁRIO – ACESSO À FONTES DE INFORMAÇÃO EM MEIO DIGITAL - 2010
• Bases de dados bibliográficas
• Bibliotecas digitais
• Catálogo online
• Indústria de informação
• Mecanismos de busca
• Fontes de informação eletrônicas
• Repositórios digitais
• Serviço de referência virtual
• Web semântica
• Web 2.0
ORIENTAÇÃO PARA REALIZAÇÃO DESSA ATIVIDADE:
Localizar os conceitos desses termos em artigos de revistas científicas ou trabalhos apresentados em eventos. Utilizem as bases de dados Peri, disponível no site da Biblioteca da ECI/UFMG: http://bases.eci.ufmg.br/ e a base Scielo disponível em: http://www.scielo.br
Utilizem ainda artigos que contenham os conceitos solicitados, desde que tenham sido publicados por outros periódicos eletrônicos especializados ou interdisciplinares que não constem da base de dados Scielo.
Fornecer a referência completa do documento utilizado, segundo a NBR6023 (ago. 2002) da ABNT, após cada conceito encontrado.
Abraços,
Profa. Júlia
segunda-feira, 24 de maio de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
INFORMAÇÃO & SOCIEDADE: ESTUDOS
http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/issue/current/showToc
Acesso em: 17 maio 2010
PROGRAMA DA DISCIPLINA AFIMD 5. PERÍODO 2010
- UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
ESCOLA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
DEPARTAMENTO DE ORGANIZAÇÃO E TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
DISCIPLINA
Acesso a Fontes de Informação em Meio Digital
CÓDIGO: OTI-084
PROFESSORA Júlia Gonçalves da Silveira
DEPARTAMENTO UNIDADE
Organização e Tratamento da Informação Escola de Ciência da Informação
CARGA HORÁRIA TEÓRICA PRÁTICA TOTAL CRÉDITOS
15 15 30 03
ANO LETIVO PERÍODOS
1. Semestre de 2010 5º.
PRÉ-REQUISITOS CÓDIGOS
CURSOS PARA OS QUAIS É MINISTRADO
Biblioteconomia
EMENTA
Fontes de informação em meio digital: seus usuários, produtores e fornecedores. Características de bases de dados e de outras fontes de informação na Internet. Conceitos básicos da busca de informação em meio digital. Recursos para busca em diferentes sistemas. Técnicas para busca em fontes de informação em meio digital. Avaliação de fontes de informação em meio digital.
OBJETIVOS
Após término deste curso, os alunos deverão:
Conhecer alguns dos principais produtores, provedores e produtos de informação em formato digital;
Conhecer diversos sistemas e serviços de informação eletrônicos nacionais e internacionais;
Conhecer os principais tipos de bases de dados (bibliográficas, de texto completo, de citação, diretórios, iconográficas e numéricas);
Entender os princípios de estruturação e organização de bases de dados (estrutura de registros e campos, índices invertidos, palavras proibidas) e seus efeitos na recuperação da informação;
Entender e aplicar a lógica booleana na construção de estratégias de recuperação da informação em sistemas automatizados;
Saber comparar e contrastar o uso de vocabulário controlado versus uso de linguagem natural em buscas;
Saber comparar e contrastar diferentes estratégias de busca em bases de dados;
Entender os conceitos de precisão e revocação e comparar métodos para melhorar os resultados de uma busca;
Saber analisar perguntas de referência, e planejar, executar, avaliar e modificar buscas complexas em bases de dados;
Entender o funcionamento e uso dos sistemas de recuperação da informação (ferramentas de busca) na Web;
Conhecer os critérios para avaliação de bases de dados;
Saber discutir os problemas e perspectivas relacionados com o impacto das fontes eletrônicas no profissional da informação;
METODOLOGIA
Aulas expositivas abordando conteúdos teóricos relativos aos tópicos em estudo;
Demonstrações de recursos informacionais eletrônicos e de acesso à informação;
Palestras de convidados;
Experiências monitoradas de uso de bases de dados e de outras fontes ou ferramentas de busca de informação disponíveis na Internet;
Elaboração de produtos de informação a partir do uso de fontes de informação disponíveis na Internet.
PROGRAMA - CONTEXTUALIZAÇÃO
Internet e suas fontes de informação: impacto nas bibliotecas e na atuação dos profissionais bibliotecários.
o Visão geral da indústria de informação nacional e internacional: produtores e provedores de bases de dados e de outros produtos de informação em formato eletrônico e digital;
o Bases de dados no Brasil
o Tipologia de bases de dados
o Avaliação de bases de dados e de outras fontes de informação em meios digitais
o Elementos básicos de um SRI
o O problema da recuperação da informação
· CONCEITOS E TÉCNICAS
o Bibliotecas digitais: produtos e serviços de informação
o Organização e estrutura de bases de dados
o O processo de busca
o Estratégias de busca
o Lógica booleana
o Outros recursos de busca
o Avaliação de buscas
· SISTEMAS ESPECÍFICOS
· Bases de dados referenciais e de textos completos componentes do Portal da Capes;
· Bases de dados especializadas, interdisciplinares e multidisciplinares que contenham literatura da área de biblioteconomia e ciência da informação;
· Periódicos eletrônicos da área de Ciência da Informação e interdisciplinares;
· Acesso às fontes de informação especializadas disponíveis no site da Biblioteca da Escola de Ciência da Informação da UFMG.
· AVALIAÇÃO:
· Práticas de uso de bases de dados (40 pontos); (individual ou em dupla)
· Apresentação oral de artigo ou capítulo de livro indicado pelo professor ( 30 pontos); (grupo).
· Prova final (30 pontos) (individual).
BIBLIOGRAFIA BÁSICA E COMPLEMENTAR
ALBUQUERQUE, Heloisa Helena Fernandes Soares de; CABRAL, Ana Maria Rezende. Inclusão digital para a redução de desigualdades sociais: a apropriação e o uso das tecnologias da informação para a atuação cidadã. In: Fujita, Mariângela Spotti Lopes; Marteleto, Regina Maria; Lara, Marilda Lopes Ginez de (Org.). A dimensão epistemológica da ciência da informação e suas interfaces técnicas, políticas e institucionais nos processos de produção, acesso e disseminação da informação. São Paulo: Cultura Acadêmica Editora, 2008. p. 173-188.
BARRETO, Aldo de Albuquerque. Os documentos de amanhã: a metáfora, a escrita e a leitura nas narrativas em formato digital. DatagramaZero: Revista de Ciência da Informação, v. 10, n. 1, fev. 2009. Disponível em: http://dgz.org.br/fev09/F_I_art.htm
Acesso em: 27 abr. 2010.
CAMPELLO, Bernadete Santos; Caldeira, Paulo da Terra. (Org.) Introdução às fontes de informação. 2. ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2008. 181 p.
CENDÓN, Beatriz Valadares. Bases de dados para negócios. In: PAIM, Ísis (Org.). A gestão da informação e do conhecimento. Belo Horizonte: Escola de Ciência da Informação da UFMG, 2003. Cap. 5, p. 125-155.
CUNHA, Murilo Bastos da; MCCARTHY, Cavan. Estado atual das bibliotecas digitais no Brasil. In: MARCONDES, Carlos H. et al. (Org.) Bibliotecas digitais: saberes e práticas. Salvador; Brasília : UFBA/IBICT, 2005. p. 25- 53.
CURT, Renata Gonçalves. Web 2.0: plataforma para o conhecimento coletivo. In: TOMAÉL, Maria Inês (Org.). Fontes de informação na Internet. Londrina: EDUEL, 2008. Cap. 3, p. 53-78.
ELUAN, Andrenizia Aquino; MOMM, Christiane Fabíola; NASCIMENTO, Jucimara Ameida. A sistemática do uso de fontes de informação para a pesquisa científica.
Informação & Sociedade: Estudos, João Pessoa, v.18, n.2, p. 111-119, maio/ago. 2008. Disponível em: http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/1761/2124 Acesso em: 27 abr. 2010.
FERNÁNDEZ-MOLINA, Juan Carlos. Derecho de autor y bibliotecas digitales: a la búsqueda del equilibrio entre intereses contrapuestos. TransInformação, Campinas, v. 20, n. 2, p.123-131, maio/ago., 2008. Disponível em: http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/viewissue.php?id=19 Acesso em: 15 ago. 2008
GARCIA, Rodrigo Moreira; SILVA, Helen de Castro. O comportamento do usuário final na recuperação temática da informação: um estudo com pós-graduandos da Unesp de Marília. DatagramaZero, Rio de Janeiro, v. 6, n. 3, jun. 2005. Disponível em: http://www.dgz.org.br/jun05/Art_02.htm Acesso em: 27 abr. 2010.
GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias. O papel da experiência na aprendizagem: perspectivas na busca e no uso da informação. TransInformação, Campinas, v. 20, n. 2, p. 149-158, maio/ago. 2008. Disponível em: http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/viewissue.php?id=19 Acesso em: 27 abr. 2010.
GOMES, Sandra Lúcia Rebel. O acesso à informação em bibliotecas virtuais: princípios e valores. In: MIRANDA, Antônio; SIMEÃO, Elmira (Org.) Alfabetização digital e acesso ao conhecimento. Brasília: Unb; Departamento de Ciência da Informação e Documentação, 2006. p. 109-128.
KURAMOTO, Hélio. Ferramentas de software livre para bibliotecas digitais. In: MARCONDES, Carlos H. et al (Org.) Bibliotecas digitais: saberes e práticas. 2. ed. Salvador: Ed. da Universidade Federal da Bahia; Brasília, DF: IBICT, 2006. Cap. 2, p. 145-162.
LEVACOV, Marília. Tornando a informação disponível: o acesso expandido e a reinvenção da biblioteca. In: MARCONDES, Carlos H. et al (Org.) Bibliotecas digitais: saberes e práticas. 2. ed. Salvador: Ed. da Universidade Federal da Bahia; Brasília, DF: IBICT, 2006. 336 p.
LÉVY, Pierre. O que é virtual? São Paulo: Editora 34, 1996.
MANESS, Jack M. Teoria da Biblioteca 2.0: Web 2.0 e suas implicações para as bibliotecas. Tradução de Geysa Câmara de Lima Nascimento Neto. Informação & Sociedade, João Pessoa, v. 17, n. 1, p. 53-51, jan./abr. 2007. Disponível em: http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/831/623 Acesso em: 27 abr. 2010.
MARCONDES, Carlos H. et al (Org.) Bibliotecas digitais: saberes e práticas. 2. ed. Salvador: Ed. da Universidade Federal da Bahia; Brasília, DF: IBICT, 2006. 336 p.
MARCONDES, Carlos H.; MENDONÇA, Marília A. R.; CARVALHO, Suzana M. Serviços via web em bibliotecas universitárias brasileiras. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 11, n. 2, p. 174-186, maio/ago. 2006. Disponível em: http://www.eci.ufmg.br/pcionline/index.php/pci/article/viewFile/321/125 Acesso em: 27 abr. 2010.
MÁRDERO ARELLANO, Miguel Ángel. Serviços de referência virtual. Ciência da Informação, Brasília, v. 30, n. 2, p. 7-15, maio/ago. 2001. Disponível em: http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/viewFile/181/160 Acesso em: 27 abr. 2010.
MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Serviço de referência digital. In: MARCONDES, Carlos H. et al (Org.) Bibliotecas digitais: saberes e práticas. 2. ed. Salvador: Ed. da Universidade Federal da Bahia; Brasília, DF: IBICT, 2006. 336 p. Cap. 4. Gestão em bibliotecas digitais, p. 225-238.
MIRANDA, Antônio; SIMEÃO, Elmira. (Org.) Alfabetização digital e acesso ao conhecimento. Brasília: UnB; Departamento de Ciência da Informação e Documentação, 2005. V. 4, 257 p.
MIRANDA, Antônio; SIMEÃO, Elmira. (Org.) Informação e tecnologia: conceitos e recortes. Brasília: UnB; Departamento de Ciência da Informação e Documentação, 2005. V. 1, 257 p.
MONTEIRO, Silvana. O ciberespaço e os mecanismos de busca: novas máquinas semióticas. Ciência da Informação, Brasília, v. 35, n. 1, p. 31-38, jan./abr. 2006. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ci/v35n1/v35n1a04.pdf
Acesso em: 17 jul. 2009.
MOSTAFA, Solange Pimentel; TERRA, Marisa. Fontes eletrônicas de informação: novas formas de comunicação e de produção do conhecimento. São Paulo em Perspectiva, São Paulo, v. 12, n. 4, p. 54-59, out./dez. 1998.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. A ciência, o sistema de comunicação científica e a literatura científica. In: CAMPELLO, Bernadete Santos; CENDÓN, Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette Marguerite (Org.) Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000. Cap. 1, p. 21-34.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. A comunicação científica e o movimento de acesso livre ao conhecimento. Ciência da Informação, Brasília, v. 35, n. 2, p. 27-38, maio/ago. 2006.
Disponível em: http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/view/826/668 Acesso em: 5 ago. 2008.
NEVES, Teodora Marly Gama das. Livre acesso à publicação acadêmica. Ciência da
Informação, Brasília, v.33 n. 3, p. 116-121, set./dez. 2004. Disponível em: http://revista.ibict.br/index.php/ciinf/article/view/575/521 Acesso em: 27 abr. 2010.
ROCHA, Maria Meriane Vieira ; ARAÚJO, Eliany Alvarenga de. Competência informacional e atuação do profissional da informação – bibliotecário. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 8, 2007, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2007.
Disponível em: http://www.enancib.ppgci.ufba.br/artigos/GT6--028.pdf
Acesso em: 17 jul. 2009.
ROWLEY, Jennifer. A biblioteca eletrônica.. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 2002.
SIMEÃO, Elmira. Comunicação extensiva e informação em rede. Brasília: UnB; Departamento de Ciência da Informação e Documentação, 2005. V. 277 p.
SILVA, Inara Souza da. Weblog como objeto da ciência da informação. DatagramaZero: Revista de Ciência da Informação, v. 9, n. 5, out. 2008.
Disponível em: http://www.dgz.org.br/out08/F_I_art.htm Acesso em: 27 abr. 2010.
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Bases de dados e bibliotecas digitais no Brasil. Belo Horizonte: [s.n.] 2006. 10 p. (Síntese de aula dada durante concurso público prestado para o cargo de professor adjunto da Escola de Ciência da Informação da UFMG).
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Biblioteca inclusiva? Repensando sobre barreiras de acesso aos deficientes físicos e visuais no sistema de bibliotecas da UFMG e revendo trajetória institucional na busca de soluções. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOCIEDADE INCLUSIVA, 1, 1999, Belo Horizonte. Anais... Belo Horizonte: Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, p. 245-256, 2001. Disponível em: http://www.sociedadeinclusiva.pucminas.br/anaispdf/bibliotecainclusiva.pdf
Acesso em: 14 maio de 2010.
TOMAÉL, Maria Inês (Org.). Fontes de informação na Internet. Londrina: EDUEL, 2008. 176 p.
TOMAÉL, Maria Inês; ALCARÁ, Adriana Rosecler; SILVA, Terezinha Elisabeth da. Fontes de informação na Internet: critérios de qualidade. In: TOMAÉL, Maria Inês (Org.). Fontes de informação na Internet. Londrina: EDUEL, 2008. Cap. 1, p. 3-28.
VENÂNCIO JÚNIOR, Sérgio José. Podcast, o que é? Disponível em: http://www.dicas-l.com.br/print/20060501.html Acesso em: 17 mar. 2009.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
BASE DE DADOS MULTIDISCIPLINAR E DE LIVRE ACESSO
quarta-feira, 21 de abril de 2010
O TESTE DA BIBLIOTECA: AVALIAÇÃO DA WORLD DIGITAL LIBRARY
Aos meus alunos das disciplinas "Acesso a Fontes de Informação em Meio Digital" e "Fontes de Informação para Pesquisadores e Profissionais", a título de exemplo de avaliação de uma biblioteca digital.
TEXTO INTEGRAL DE ENTREVISTA CONCEDIDA AO JORNAL “ESTADO DE MINAS” EM 28 DE ABRIL DE 2009 AVALIANDO A WORLD DIGITAL LIBRARY - BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL.
JORNALISTA QUE SOLICITOU AS INFORMAÇÕES: FREDERICO BOTTREL
ENTREVISTADA: JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA
PROFESSORA ADJUNTA DA ESCOLA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO DA UFMG. DEPARTAMENTO DE ORGANIZAÇÃO E TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO.
FREDERICO BOTTREL: 1 - Qual avaliação você faz da navegabilidade e da disposição das informações na Biblioteca Digital Mundial (http://www.wdl.org/)?
JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA: Considero que a navegabilidade na WDL (BDM, segundo a sigla adotada para a língua portuguesa) não oferece dificuldades de se deslocar pelos nós e pelas ligações previamente estabelecidas pelos seus criadores, decorrentes das marcações propositais, necessárias e convenientes a esse sistema de informação em um ambiente hipermídia e hipertextual.
Quanto à disposição das informações, vejo a escolha do formato de apresentação bastante interessante e condizente com os propósitos da BDM, enquanto espaço informacional que almeja, em última instância, promover o acesso compartilhado e cooperativo, assim como divulgar recursos de informação raros ou valiosos provenientes de todo o mundo. O design que se apresenta, a meu ver, especialmente na página principal, aparenta uma idéia, uma intenção de se colocar as regiões componentes do nosso planeta, como provedoras de informação e de cultura, irmanadas em ideais comuns, aparentemente livres de barreiras, preconceitos culturais e isentos de interesses de dominação.
A interface de navegação em sete línguas, incluindo a língua portuguesa, atenua a questão da barreira lingüística. Os usuários da Biblioteca Digital Mundial têm a possibilidade de executar pesquisas por termos específicos ou pesquisar o catálogo por diversos pontos de acesso à informação, entre eles: local, tempo, assunto, tipo de item, ou por instituição contribuinte. O modo mais simples ou fácil, de uso ao sistema, encaminha o usuário, página por página, para visualizar o trabalho original, frequentemente com uma descrição em várias línguas, o que facilita a expansão do nível de compreensão da informação ali organizada e tratada tecnicamente.
Entretanto, sabe-se que essa e outras ferramentas e recursos de informação, organizados sistematicamente e disponíveis na internet ou em outros canais, veículos de informação e comunicação, redes eletrônicas internas e suportes diversificados, podem apresentar sérias dificuldades de uso para aquelas pessoas que não têm o costume ou cultura de acessar bibliotecas reais, híbridas ou digitais, organizadas e estruturadas, segundo determinados requisitos recomendados para tais sistemas de informação. Problemas relacionados à dificuldade de uso eficiente e eficaz das bibliotecas digitais são constantemente relatados na literatura especializada. Isso ocorre mais frequentemente em paises nos quais as possibilidades de uso de tecnologias de informação e comunicação situam-se em condições de desvantagem em relação a outros paises ditos desenvolvidos. Resultados de pesquisas apontam, e percebo isso claramente em meu cotidiano de trabalho, anteriormente como bibliotecária/documentalista, e atualmente na condição de professora de disciplinas que incluem o acesso a fontes de informação em meios digitais, alguns dos entraves relacionados ao uso mais adequado dos sistemas de informação e/ou das bibliotecas em meios digitais, entre eles: excesso de ansiedade diante de sistemas automatizados, no sentido de exigência de respostas rapidíssimas em detrimento da preocupação que se deveria ter relativa à procedência e qualidade da informação a ser recuperada; uso excessivo ou satisfação consciente ou inconsciente de respostas obtidas apenas através da condução da pesquisa pelas ferramentas de busca, a exemplo da adoção universal e incondicional do Google e de outros buscadores similares; a falta de hábito ou de costume da leitura propriamente dita, já que grande parte dos usuários não orientados adequadamente, no que diz respeito à necessidade de conhecimento da estrutura, características, conteúdos, estratégias eficazes de recuperação da informação e das facilidades que o sistema lhe oferece, geralmente ignoram os manuais de ajuda ou de auxílio aos utilizadores. Muitos usuários, assim que encontram uma caixa ou área para digitar os termos de busca que lhe interessam, inserem palavras, termos ou descritores, desconhecendo totalmente a complexidade da estrutura que suporta todo o processo que envolve a identificação, seleção, tratamento técnico, divulgação e uso adequado de informações. Daí a importância de um maior esforço no sentido de se preparar os usuários ou pessoas para o uso da informação contida em sistemas automatizados. O que significa, em outras palavras, da necessidade de dotá-los de habilidades básicas para o uso da informação e das tecnologias emergentes, enquanto leitores críticos e competentes que devem ser. O manual de ajuda da BDM está disponível, em português, no seguinte endereço: http://www.wdl.org/pt/help.html Acesso em: 27 abr. de 2009. (JGS)
FREDERICO BOTTREL: 2 - E do conteúdo disponível? (FB)
JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA: O conteúdo informacional é bastante abrangente e diversificado, em termos de procedência regional, assuntos cobertos, período ou tempo (8000 a.C. - 2009 d.C), e de tipos de materiais componentes do acervo. Disponibilizam informações classificadas nas seguintes áreas do conhecimento ou subdivisões destas: ciências sociais; filosofia e psicologia; tecnologia; religião; idiomas; artes, belas artes e artes decorativas; ciências naturais e matemática; literatura e retórica; história e geografia, provenientes de várias partes do mundo e em diversos formatos e idiomas. A equipe parceira se esforçou para incluir, na Biblioteca Digital Mundial, conteúdos importantes e culturalmente significativos sobre cada país-membro da UNESCO (, conforme destacado no arquivo FAQ, do próprio site. Quanto aos tipos de materiais ou itens encontram-se na BDM: mapas, livros, diários, manuscritos, partituras, filmes, fotografias e impressos, registros fonográficos, classificados segundo o sistema de Classificação Decimal de Dewey (CDD) por: lugar, tempo, assunto e tipo de item.
FREDERICO BOTTREL: 3 - Na sua opinião quais são as características fundamentais de uma boa biblioteca digital?
JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA: A primeira delas é que seja construída para atender necessidades, demandas expressas e potenciais de informações, baseada em conhecimento prévio da comunidade potencial e real a ser atendida. Outros aspectos que devem ser observados, ainda na fase de planejamento ou no decorrer do processo de construção, relacionam-se a qualidade dos serviços a prestar; qualidade do conteúdo digital que comporá o acervo da biblioteca e previsão de acompanhamento de outros pontos importantes, destacados na literatura especializada[1], tais como: especificação dos metadados, catálogo propriamente dito, acessibilidade, pertinência, preservabilidade, relevância, significância, possibilidade de informar se o objeto digital consultado já foi citado, quando e quantas vezes, após a sua criação ou disponibilização para consultas; promover a integração de conteúdos ou recursos de informação heterogêneos; possuir uma interface de busca única, simples e funcional para acesso aos recursos informacionais internos e externos, acessíveis via links; possuir interfaces ergonômicas e adaptativas; possuir interfaces em vários idiomas; respeito aos direitos autorais; interoperabilidade, possibilitando o compartilhamento e transferência de dados e informações; adoção de padrões e protocolos de consenso de aceitação internacional; adotar tecnologias emergentes visando ao aprimoramento de operações tradicionais como classificação, indexação e compatibilização de informações, evoluindo no sentido de adotar preceitos relacionados à gestão de conteúdos, automação de tarefas mais complexas e de propostas voltadas ao desenvolvimento da web semântica, que objetiva essencialmente facilitar a vida das pessoas através de respostas fornecidas pelo agente inteligente acoplado ao sistema de informação.
FREDERICO BOTTREL: 4 - É descartado o exercício de futurologia que vislumbra um tempo em que as bibliotecas digitais substituam os acervos em livros de papel?
JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA: Não acredito que assim possa ser considerada essa questão, e nem concebo o assunto sob esse radicalismo em termos de exclusão total dos acervos de livros impressos em papel. Creio que conviveremos com a diversidade de suportes de registros das informações e do conhecimento e com a existência de bibliotecas compostas por materiais reais e virtuais. Bibliotecas híbridas, talvez seja a tipologia mais comum por muito tempo, porque duvido que instituições ou pessoas conscientes e sábias abrirão mão de seus documentos originais ou irão descartar, se desfazer de suas fontes primárias, de seus acervos originais e preciosos, que na realidade possibilitaram o surgimento de grande maioria do que hoje encontramos em formato digitalizado e disponível para uso coletivo através das redes eletrônicas e das bibliotecas digitais.
FREDERICO BOTTREL: 5 - Fale um pouco sobre o projeto de biblioteca digital desenvolvido por sua equipe na UFMG. Preciso das informações gerais a respeito. O nome do projeto, objetivos, metodologia, previsão de lançamento e o que mais julgar importante.
JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA: A pesquisa em andamento que desenvolvo na Escola de Ciência da Informação da UFMG intitula-se: “Fontes de informação para antiquários e amantes das artes e cultura: conteúdos informacionais para construção de uma biblioteca virtual temática”. O objetivo geral pode ser expresso como “construir uma biblioteca virtual temática ou especializada, que possa atender necessidades informacionais de profissionais ou de pessoas e organizações envolvidas com o antiquariato ou interessados em artes e antiguidades de modo geral”. Constitui, de certa forma, continuidade de minha pesquisa de doutoramento, cuja tese[2] objetivou caracterizar o comportamento informacional e identificar fontes de informação preferenciais utilizadas por antiquários, assim como estudar e mapear o fluxo de informação estabelecido por esses profissionais (registrado em livros de memórias de antiquários brasileiros, e em pesquisa de campo realizada com antiquários atuantes na Rua do Lavradio, no Rio de Janeiro) para identificação, seleção, aquisição e atribuição de valor/cotação de objetos de arte, antigos e raros, assim como de outros aspectos relacionados ao uso de informação para tomada de decisão em contextos específicos de trabalho dos antiquários comerciantes e colecionadores.
A metodologia percorrida para a construção da biblioteca virtual envolve a identificação, seleção, tratamento e organização da informação, agrupada inicialmente em formatos de hemeroteca digital, diretórios e guias de fontes de informação diversos e condizentes com os objetivos da pesquisa. As atividades programadas e em execução dizem respeito a: identificação de fontes de informação pessoais e impessoais; definição dos metadados e realização de marcações convenientes à localização posterior e recuperação de informações relevantes e pertinentes, elaboração dos diretórios eletrônicos previstos e preparação técnica dos demais materiais que comporão o acervo da biblioteca virtual especializada.
Nesse projeto, alunos do curso de Biblioteconomia foram agregados formalmente aos trabalhos de pesquisa. Um deles através do Programa Pronoturno, e outro na condição de bolsista de iniciação científica, subsidiado pela Fapemig. No decorrer dos trabalhos de investigação envolvemos outros alunos cursantes de disciplinas por mim ministradas, que elaboraram, sob minha orientação, breves guias de fontes de informação em artes e antiguidades, cujos conteúdos provavelmente serão inseridos na biblioteca virtual. Este ano pretendemos concluir os trabalhos de tratamento de toda a informação já selecionada, bem como implantar e inaugurar a “Biblioteca Virtual Temática em Artes e Antiguidades”, desde que tenhamos o apoio institucional ou de outros prováveis parceiros, relacionado às condições de manutenção de infra-estrutura tecnológica e material necessária. A continuidade de colaboração regular de bolsistas ou estagiários para execução de atividades referentes à inserção de dados e informações na biblioteca virtual em construção também constitui requisito fundamental para o cumprimento do cronograma de trabalho até então definido.
FREDERICO BOTTREL: 6 - Fique à vontade para tecer quaisquer outras considerações sobre o tema.
JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA Fica para uma outra entrevista ... :) caso haja interesse, obviamente.
[1] GONÇALVES, M. A. et al. What is a good digital library ?: a quality model for digital libraries. Information Processing and Management, v. 43, p. 1416-1437, 2007.
MARCONDES, C. H. et al. (Org.). Bibliotecas digitais : saberes e práticas. 2. ed. Salvador; Brasília: UFBA; IBICT, 2006. 336 p.
[2] SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Fontes de informação de antiquários: proposta de um modelo de análise e de categorização. 232 f. 2006. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Escola de Ciência da Informação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2006.
sábado, 17 de abril de 2010
SOB AS ESTRELAS
sorrir pela primeira infância doce e calma.
Sob as estrelas me vejo a chorar,
chorar pelo que sofri ao perder entes queridos.
Sob as estrelas me vejo a sonhar,
sonhar pela ilusão do amor incondicional.
Sob as estrelas me vejo a cismar,
cismar pelo ser ou não ser.
Sob as estrelas me vejo a realizar,
realizar-me como mulher amante, mãe e avó.
Sob as estrelas me vejo a agradecer,
agradecer pelas conquistas e afagos de amigos.
Sob as estrelas me vejo a viver,
viver a vida a sorrir, chorar e amar.
Sob as estrelas me vejo a passar,
passar pela vida e sentir
que não vivi em vão.
Júlia Gonçalves da Silveira
17/04/2010
