"Murilo Cunha e Cordélia Cavalcanti lançam Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia
Depois de 15 anos de um minucioso trabalho de pesquisa e de compilação de dados, os professores Murilo Bastos da Cunha e Cordélia Cavalcanti concluíram a mais completa obra de referência sobre ciência da informação, biblioteconomia e arquivologia já produzida no Brasil. Professores titulares da Universidade de Brasília, Murilo Cunha e Cordélia Cavalcanti, lançaram recentemente o Dicionário de Biblioteconomia e Arquivologia, obra que contém mais de 4.500 verbetes, disponíveis em português e em inglês.
Professores do Departamento de Ciência da Informação e Documentação da Universidade de Brasília - embora a professora Córdelia já esteja aposentada -, os autores consultaram cerca de 300 livros didáticos e técnicos para levantar a nomenclatura corrente utilizada pelas profissões. O resultado foi a reunião de termos e vocábulos das áreas de direito, economia da informação, informática, internet, museologia, editoração, comércio livreiro, artes gráficas, história do livro, comunicação científica e telecomunicações, além da biblioteconomia e da arquivologia.
Por isso, o professor Murilo Cunha avalia que a natureza transdisciplinar do dicionário ajudará profissionais das mais diversas áreas do conhecimento em todo o país. Pesquisadores de qualquer área, aliás, poderão encontrar na obra os verbetes e as orientações necessárias para entender o be-a-bá da ciência da informação, inclusive dos mais recentes avanços das tecnologias da informação e da comunicação propiciados pelo advento da internet.
“É uma obra que abrange os termos técnicos criados pelo novo universo da world web wide, surgidos após 1994. Neste sentido, é uma obra que apresenta as referências que profissionais de todas as áreas precisam entender”, observa Murilo Cunha.
O lançamento do Dicionário surge no momento em que as áreas da Biblioteconomia e Arquivologia estão em plena expansão no Brasil. Atualmente, existem 30 cursos de Biblioteconomia e 11 de Arquivologia. São, ao todo, cerca de 25 mil bibliotecários e quatro mil arquivistas em todo o país.
O Dicionário contém 451 páginas e foi editado pela Briquet Lemos. Ele está disponível nas principais livrarias de todo o país, por um preço bastante acessível. Já está totalmente adaptado às novas regras ortográficas da língua portuguesa. Este é a quarta obra de referência geral para os acadêmicos e profissionais da ciência da informação no Brasil. O último dicionário da área lançado no Brasil data de 1991.
Assessoria de Comunicação Social do Ibict
20.05.09
3217-6369/6491".
Disponível em:
http://www.ibict.br/noticia.php?id=632
Acesso em: 21 maio 2009
quinta-feira, 21 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
O teste da biblioteca: especialista aprova site que se propõe a reunir o maior número de informações históricas
Endereço da matéria publicada no jornal Estado de Minas, em formato eletrônico.
http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2009/04/30/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=108515/em_noticia_interna.shtml
Acesso em: 10 maio 2009.
Obs.: Já solicitei ao Frederico Bottrel, jornalista que me entrevistou, para corrigir meu nome nessa matéria. Chamo-me Júlia Gonçalves da Silveira e não Júlia Guimarães da Silveira, conforme foi publicado no jornal Estado de Minas, 30 de abril de 2009, Caderno Informátic@, p. 3(em papel) e também nesta edição eletrônica.
JuliaGSilveira
http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_8/2009/04/30/em_noticia_interna,id_sessao=8&id_noticia=108515/em_noticia_interna.shtml
Acesso em: 10 maio 2009.
Obs.: Já solicitei ao Frederico Bottrel, jornalista que me entrevistou, para corrigir meu nome nessa matéria. Chamo-me Júlia Gonçalves da Silveira e não Júlia Guimarães da Silveira, conforme foi publicado no jornal Estado de Minas, 30 de abril de 2009, Caderno Informátic@, p. 3(em papel) e também nesta edição eletrônica.
JuliaGSilveira
terça-feira, 5 de maio de 2009
BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL - ENTREVISTA QUE CONCEDI AO JORNAL "ESTADO DE MINAS".
ENTREVISTA QUE CONCEDI AO JORNAL “ESTADO DE MINAS” SOBRE A “WORLD DIGITAL LIBRARY” = “BIBLIOTECA DIGITAL MUNDIAL” - BDM, DISPONÍVEL EM: http://www.wdl.org/pt/
Trechos dessa entrevista foram publicados no Caderno “Informátic@”, do Jornal “Estado de Minas”, Belo Horizonte, em 30 de abr. 2009, quinta-feira, p. 3, sob o título: “O TESTE DA BIBLIOTECA”: especialista aprova site que se propõe a reunir o maior número de informações históricas. Infelizmente o referido jornal publicou meu nome de forma equivocada. Eu sou Júlia Gonçalves da Silveira, responsável e autora das informações transcritas a seguir, e não Júlia Guimarães da Silveira, como registraram no jornal “Estado de Minas”.
TEXTO INTEGRAL DA ENTREVISTA CONCEDIDA AO JORNAL “ESTADO DE MINAS” EM 28 DE ABRIL DE 2009.
JORNALISTA QUE SOLICITOU AS INFORMAÇÕES: FREDERICO BOTTREL
ENTREVISTADA: JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA
PROFESSORA ADJUNTA DA ESCOLA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO DA UFMG. DEPARTAMENTO DE ORGANIZAÇÃO E TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO.
FREDERICO BOTTREL: 1 - Qual avaliação você faz da navegabilidade e da disposição das informações na Biblioteca Digital Mundial (http://www.wdl.org/)?
JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA: Considero que a navegabilidade na WDL (BDM, segundo a sigla adotada para a língua portuguesa) não oferece dificuldades de se deslocar pelos nós e pelas ligações previamente estabelecidas pelos seus criadores, decorrentes das marcações propositais, necessárias e convenientes a esse sistema de informação em um ambiente hipermídia e hipertextual.
Quanto à disposição das informações, vejo a escolha do formato de apresentação bastante interessante e condizente com os propósitos da BDM, enquanto espaço informacional que almeja, em última instância, promover o acesso compartilhado e cooperativo, assim como divulgar recursos de informação raros ou valiosos provenientes de todo o mundo. O design que se apresenta, a meu ver, especialmente na página principal, aparenta uma idéia, uma intenção de se colocar as regiões componentes do nosso planeta, como provedoras de informação e de cultura, irmanadas em ideais comuns, aparentemente livres de barreiras, preconceitos culturais e isentos de interesses de dominação.
A interface de navegação em sete línguas, incluindo a língua portuguesa, atenua a questão da barreira lingüística. Os usuários da Biblioteca Digital Mundial têm a possibilidade de executar pesquisas por termos específicos ou pesquisar o catálogo por diversos pontos de acesso à informação, entre eles: local, tempo, assunto, tipo de item, ou por instituição contribuinte. O modo mais simples ou fácil, de uso ao sistema, encaminha o usuário, página por página, para visualizar o trabalho original, frequentemente com uma descrição em várias línguas, o que facilita a expansão do nível de compreensão da informação ali organizada e tratada tecnicamente.
Entretanto, sabe-se que essa e outras ferramentas e recursos de informação, organizados sistematicamente e disponíveis na internet ou em outros canais, veículos de informação e comunicação, redes eletrônicas internas e suportes diversificados, podem apresentar sérias dificuldades de uso para aquelas pessoas que não têm o costume ou cultura de acessar bibliotecas reais, híbridas ou digitais, organizadas e estruturadas, segundo determinados requisitos recomendados para tais sistemas de informação. Problemas relacionados à dificuldade de uso eficiente e eficaz das bibliotecas digitais são constantemente relatados na literatura especializada. Isso ocorre mais frequentemente em paises nos quais as possibilidades de uso de tecnologias de informação e comunicação situam-se em condições de desvantagem em relação a outros paises ditos desenvolvidos. Resultados de pesquisas apontam, e percebo isso claramente em meu cotidiano de trabalho, anteriormente como bibliotecária/documentalista, e atualmente na condição de professora de disciplinas que incluem o acesso a fontes de informação em meios digitais, alguns dos entraves relacionados ao uso mais adequado dos sistemas de informação e/ou das bibliotecas em meios digitais, entre eles: excesso de ansiedade diante de sistemas automatizados, no sentido de exigência de respostas rapidíssimas em detrimento da preocupação que se deveria ter relativa à procedência e qualidade da informação a ser recuperada; uso excessivo ou satisfação consciente ou inconsciente de respostas obtidas apenas através da condução da pesquisa pelas ferramentas de busca, a exemplo da adoção universal e incondicional do Google e de outros buscadores similares; a falta de hábito ou de costume da leitura propriamente dita, já que grande parte dos usuários não orientados adequadamente, no que diz respeito à necessidade de conhecimento da estrutura, características, conteúdos, estratégias eficazes de recuperação da informação e das facilidades que o sistema lhe oferece, geralmente ignoram os manuais de ajuda ou de auxílio aos utilizadores. Muitos usuários, assim que encontram uma caixa ou área para digitar os termos de busca que lhe interessam, inserem palavras, termos ou descritores, desconhecendo totalmente a complexidade da estrutura que suporta todo o processo que envolve a identificação, seleção, tratamento técnico, divulgação e uso adequado de informações. Daí a importância de um maior esforço no sentido de se preparar os usuários ou pessoas para o uso da informação contida em sistemas automatizados. O que significa, em outras palavras, da necessidade de dotá-los de habilidades básicas para o uso da informação e das tecnologias emergentes, enquanto leitores críticos e competentes que devem ser. O manual de ajuda da BDM está disponível, em português, no seguinte endereço: http://www.wdl.org/pt/help.html Acesso em: 27 abr. de 2009. (JGS)
FREDERICO BOTTREL: 2 - E do conteúdo disponível? (FB)
JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA: O conteúdo informacional é bastante abrangente e diversificado, em termos de procedência regional, assuntos cobertos, período ou tempo (8000 a.C. - 2009 d.C), e de tipos de materiais componentes do acervo. Disponibilizam informações classificadas nas seguintes áreas do conhecimento ou subdivisões destas: ciências sociais; filosofia e psicologia; tecnologia; religião; idiomas; artes, belas artes e artes decorativas; ciências naturais e matemática; literatura e retórica; história e geografia, provenientes de várias partes do mundo e em diversos formatos e idiomas. A equipe parceira se esforçou para incluir, na Biblioteca Digital Mundial, conteúdos importantes e culturalmente significativos sobre cada país-membro da UNESCO (, conforme destacado no arquivo FAQ, do próprio site. Quanto aos tipos de materiais ou itens encontram-se na BDM: mapas, livros, diários, manuscritos, partituras, filmes, fotografias e impressos, registros fonográficos, classificados segundo o sistema de Classificação Decimal de Dewey (CDD) por: lugar, tempo, assunto e tipo de item.
FREDERICO BOTTREL: 3 - Na sua opinião quais são as características fundamentais de uma boa biblioteca digital?
JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA: A primeira delas é que seja construída para atender necessidades, demandas expressas e potenciais de informações, baseada em conhecimento prévio da comunidade potencial e real a ser atendida. Outros aspectos que devem ser observados, ainda na fase de planejamento ou no decorrer do processo de construção, relacionam-se a qualidade dos serviços a prestar; qualidade do conteúdo digital que comporá o acervo da biblioteca e previsão de acompanhamento de outros pontos importantes, destacados na literatura especializada[1], tais como: especificação dos metadados, catálogo propriamente dito, acessibilidade, pertinência, preservabilidade, relevância, significância, possibilidade de informar se o objeto digital consultado já foi citado, quando e quantas vezes, após a sua criação ou disponibilização para consultas; promover a integração de conteúdos ou recursos de informação heterogêneos; possuir uma interface de busca única, simples e funcional para acesso aos recursos informacionais internos e externos, acessíveis via links; possuir interfaces ergonômicas e adaptativas; possuir interfaces em vários idiomas; respeito aos direitos autorais; interoperabilidade, possibilitando o compartilhamento e transferência de dados e informações; adoção de padrões e protocolos de consenso de aceitação internacional; adotar tecnologias emergentes visando ao aprimoramento de operações tradicionais como classificação, indexação e compatibilização de informações, evoluindo no sentido de adotar preceitos relacionados à gestão de conteúdos, automação de tarefas mais complexas e de propostas voltadas ao desenvolvimento da web semântica, que objetiva essencialmente facilitar a vida das pessoas através de respostas fornecidas pelo agente inteligente acoplado ao sistema de informação.
FREDERICO BOTTREL: 4 - É descartado o exercício de futurologia que vislumbra um tempo em que as bibliotecas digitais substituam os acervos em livros de papel?
JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA: Não acredito que assim possa ser considerada essa questão, e nem concebo o assunto sob esse radicalismo em termos de exclusão total dos acervos de livros impressos em papel. Creio que conviveremos com a diversidade de suportes de registros das informações e do conhecimento e com a existência de bibliotecas compostas por materiais reais e virtuais. Bibliotecas híbridas, talvez seja a tipologia mais comum por muito tempo, porque duvido que instituições ou pessoas conscientes e sábias abrirão mão de seus documentos originais ou irão descartar, se desfazer de suas fontes primárias, de seus acervos originais e preciosos, que na realidade possibilitaram o surgimento de grande maioria do que hoje encontramos em formato digitalizado e disponível para uso coletivo através das redes eletrônicas e das bibliotecas digitais.
FREDERICO BOTTREL: 5 - Fale um pouco sobre o projeto de biblioteca digital desenvolvido por sua equipe na UFMG. Preciso das informações gerais a respeito. O nome do projeto, objetivos, metodologia, previsão de lançamento e o que mais julgar importante.
JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA: A pesquisa em andamento que desenvolvo na Escola de Ciência da Informação da UFMG intitula-se: “Fontes de informação para antiquários e amantes das artes e cultura: conteúdos informacionais para construção de uma biblioteca virtual temática”. O objetivo geral pode ser expresso como “construir uma biblioteca virtual temática ou especializada, que possa atender necessidades informacionais de profissionais ou de pessoas e organizações envolvidas com o antiquariato ou interessados em artes e antiguidades de modo geral”. Constitui, de certa forma, continuidade de minha pesquisa de doutoramento, cuja tese[2] objetivou caracterizar o comportamento informacional e identificar fontes de informação preferenciais utilizadas por antiquários, assim como estudar e mapear o fluxo de informação estabelecido por esses profissionais (registrado em livros de memórias de antiquários brasileiros, e em pesquisa de campo realizada com antiquários atuantes na Rua do Lavradio, no Rio de Janeiro) para identificação, seleção, aquisição e atribuição de valor/cotação de objetos de arte, antigos e raros, assim como de outros aspectos relacionados ao uso de informação para tomada de decisão em contextos específicos de trabalho dos antiquários comerciantes e colecionadores.
A metodologia percorrida para a construção da biblioteca virtual envolve a identificação, seleção, tratamento e organização da informação, agrupada inicialmente em formatos de hemeroteca digital, diretórios e guias de fontes de informação diversos e condizentes com os objetivos da pesquisa. As atividades programadas e em execução dizem respeito a: identificação de fontes de informação pessoais e impessoais; definição dos metadados e realização de marcações convenientes à localização posterior e recuperação de informações relevantes e pertinentes, elaboração dos diretórios eletrônicos previstos e preparação técnica dos demais materiais que comporão o acervo da biblioteca virtual especializada.
Nesse projeto, alunos do curso de Biblioteconomia foram agregados formalmente aos trabalhos de pesquisa. Um deles através do Programa Pronoturno, e outro na condição de bolsista de iniciação científica, subsidiado pela Fapemig. No decorrer dos trabalhos de investigação envolvemos outros alunos cursantes de disciplinas por mim ministradas, que elaboraram, sob minha orientação, breves guias de fontes de informação em artes e antiguidades, cujos conteúdos provavelmente serão inseridos na biblioteca virtual. Este ano pretendemos concluir os trabalhos de tratamento de toda a informação já selecionada, bem como implantar e inaugurar a “Biblioteca Virtual Temática em Artes e Antiguidades”, desde que tenhamos o apoio institucional ou de outros prováveis parceiros, relacionado às condições de manutenção de infra-estrutura tecnológica e material necessária. A continuidade de colaboração regular de bolsistas ou estagiários para execução de atividades referentes à inserção de dados e informações na biblioteca virtual em construção também constitui requisito fundamental para o cumprimento do cronograma de trabalho até então definido.
FREDERICO BOTTREL: 6 - Fique à vontade para tecer quaisquer outras considerações sobre o tema.
JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA Fica para uma outra entrevista ... :) caso haja interesse, obviamente.
[1] GONÇALVES, M. A. et al. What is a good digital library ?: a quality model for digital libraries. Information Processing and Management, v. 43, p. 1416-1437, 2007.
MARCONDES, C. H. et al. (Org.). Bibliotecas digitais : saberes e práticas. 2. ed. Salvador; Brasília: UFBA; IBICT, 2006. 336 p.
[2] SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Fontes de informação de antiquários: proposta de um modelo de análise e de categorização. 232 f. 2006. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Escola de Ciência da Informação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2006.
Trechos dessa entrevista foram publicados no Caderno “Informátic@”, do Jornal “Estado de Minas”, Belo Horizonte, em 30 de abr. 2009, quinta-feira, p. 3, sob o título: “O TESTE DA BIBLIOTECA”: especialista aprova site que se propõe a reunir o maior número de informações históricas. Infelizmente o referido jornal publicou meu nome de forma equivocada. Eu sou Júlia Gonçalves da Silveira, responsável e autora das informações transcritas a seguir, e não Júlia Guimarães da Silveira, como registraram no jornal “Estado de Minas”.
TEXTO INTEGRAL DA ENTREVISTA CONCEDIDA AO JORNAL “ESTADO DE MINAS” EM 28 DE ABRIL DE 2009.
JORNALISTA QUE SOLICITOU AS INFORMAÇÕES: FREDERICO BOTTREL
ENTREVISTADA: JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA
PROFESSORA ADJUNTA DA ESCOLA DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO DA UFMG. DEPARTAMENTO DE ORGANIZAÇÃO E TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO.
FREDERICO BOTTREL: 1 - Qual avaliação você faz da navegabilidade e da disposição das informações na Biblioteca Digital Mundial (http://www.wdl.org/)?
JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA: Considero que a navegabilidade na WDL (BDM, segundo a sigla adotada para a língua portuguesa) não oferece dificuldades de se deslocar pelos nós e pelas ligações previamente estabelecidas pelos seus criadores, decorrentes das marcações propositais, necessárias e convenientes a esse sistema de informação em um ambiente hipermídia e hipertextual.
Quanto à disposição das informações, vejo a escolha do formato de apresentação bastante interessante e condizente com os propósitos da BDM, enquanto espaço informacional que almeja, em última instância, promover o acesso compartilhado e cooperativo, assim como divulgar recursos de informação raros ou valiosos provenientes de todo o mundo. O design que se apresenta, a meu ver, especialmente na página principal, aparenta uma idéia, uma intenção de se colocar as regiões componentes do nosso planeta, como provedoras de informação e de cultura, irmanadas em ideais comuns, aparentemente livres de barreiras, preconceitos culturais e isentos de interesses de dominação.
A interface de navegação em sete línguas, incluindo a língua portuguesa, atenua a questão da barreira lingüística. Os usuários da Biblioteca Digital Mundial têm a possibilidade de executar pesquisas por termos específicos ou pesquisar o catálogo por diversos pontos de acesso à informação, entre eles: local, tempo, assunto, tipo de item, ou por instituição contribuinte. O modo mais simples ou fácil, de uso ao sistema, encaminha o usuário, página por página, para visualizar o trabalho original, frequentemente com uma descrição em várias línguas, o que facilita a expansão do nível de compreensão da informação ali organizada e tratada tecnicamente.
Entretanto, sabe-se que essa e outras ferramentas e recursos de informação, organizados sistematicamente e disponíveis na internet ou em outros canais, veículos de informação e comunicação, redes eletrônicas internas e suportes diversificados, podem apresentar sérias dificuldades de uso para aquelas pessoas que não têm o costume ou cultura de acessar bibliotecas reais, híbridas ou digitais, organizadas e estruturadas, segundo determinados requisitos recomendados para tais sistemas de informação. Problemas relacionados à dificuldade de uso eficiente e eficaz das bibliotecas digitais são constantemente relatados na literatura especializada. Isso ocorre mais frequentemente em paises nos quais as possibilidades de uso de tecnologias de informação e comunicação situam-se em condições de desvantagem em relação a outros paises ditos desenvolvidos. Resultados de pesquisas apontam, e percebo isso claramente em meu cotidiano de trabalho, anteriormente como bibliotecária/documentalista, e atualmente na condição de professora de disciplinas que incluem o acesso a fontes de informação em meios digitais, alguns dos entraves relacionados ao uso mais adequado dos sistemas de informação e/ou das bibliotecas em meios digitais, entre eles: excesso de ansiedade diante de sistemas automatizados, no sentido de exigência de respostas rapidíssimas em detrimento da preocupação que se deveria ter relativa à procedência e qualidade da informação a ser recuperada; uso excessivo ou satisfação consciente ou inconsciente de respostas obtidas apenas através da condução da pesquisa pelas ferramentas de busca, a exemplo da adoção universal e incondicional do Google e de outros buscadores similares; a falta de hábito ou de costume da leitura propriamente dita, já que grande parte dos usuários não orientados adequadamente, no que diz respeito à necessidade de conhecimento da estrutura, características, conteúdos, estratégias eficazes de recuperação da informação e das facilidades que o sistema lhe oferece, geralmente ignoram os manuais de ajuda ou de auxílio aos utilizadores. Muitos usuários, assim que encontram uma caixa ou área para digitar os termos de busca que lhe interessam, inserem palavras, termos ou descritores, desconhecendo totalmente a complexidade da estrutura que suporta todo o processo que envolve a identificação, seleção, tratamento técnico, divulgação e uso adequado de informações. Daí a importância de um maior esforço no sentido de se preparar os usuários ou pessoas para o uso da informação contida em sistemas automatizados. O que significa, em outras palavras, da necessidade de dotá-los de habilidades básicas para o uso da informação e das tecnologias emergentes, enquanto leitores críticos e competentes que devem ser. O manual de ajuda da BDM está disponível, em português, no seguinte endereço: http://www.wdl.org/pt/help.html Acesso em: 27 abr. de 2009. (JGS)
FREDERICO BOTTREL: 2 - E do conteúdo disponível? (FB)
JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA: O conteúdo informacional é bastante abrangente e diversificado, em termos de procedência regional, assuntos cobertos, período ou tempo (8000 a.C. - 2009 d.C), e de tipos de materiais componentes do acervo. Disponibilizam informações classificadas nas seguintes áreas do conhecimento ou subdivisões destas: ciências sociais; filosofia e psicologia; tecnologia; religião; idiomas; artes, belas artes e artes decorativas; ciências naturais e matemática; literatura e retórica; história e geografia, provenientes de várias partes do mundo e em diversos formatos e idiomas. A equipe parceira se esforçou para incluir, na Biblioteca Digital Mundial, conteúdos importantes e culturalmente significativos sobre cada país-membro da UNESCO (, conforme destacado no arquivo FAQ, do próprio site. Quanto aos tipos de materiais ou itens encontram-se na BDM: mapas, livros, diários, manuscritos, partituras, filmes, fotografias e impressos, registros fonográficos, classificados segundo o sistema de Classificação Decimal de Dewey (CDD) por: lugar, tempo, assunto e tipo de item.
FREDERICO BOTTREL: 3 - Na sua opinião quais são as características fundamentais de uma boa biblioteca digital?
JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA: A primeira delas é que seja construída para atender necessidades, demandas expressas e potenciais de informações, baseada em conhecimento prévio da comunidade potencial e real a ser atendida. Outros aspectos que devem ser observados, ainda na fase de planejamento ou no decorrer do processo de construção, relacionam-se a qualidade dos serviços a prestar; qualidade do conteúdo digital que comporá o acervo da biblioteca e previsão de acompanhamento de outros pontos importantes, destacados na literatura especializada[1], tais como: especificação dos metadados, catálogo propriamente dito, acessibilidade, pertinência, preservabilidade, relevância, significância, possibilidade de informar se o objeto digital consultado já foi citado, quando e quantas vezes, após a sua criação ou disponibilização para consultas; promover a integração de conteúdos ou recursos de informação heterogêneos; possuir uma interface de busca única, simples e funcional para acesso aos recursos informacionais internos e externos, acessíveis via links; possuir interfaces ergonômicas e adaptativas; possuir interfaces em vários idiomas; respeito aos direitos autorais; interoperabilidade, possibilitando o compartilhamento e transferência de dados e informações; adoção de padrões e protocolos de consenso de aceitação internacional; adotar tecnologias emergentes visando ao aprimoramento de operações tradicionais como classificação, indexação e compatibilização de informações, evoluindo no sentido de adotar preceitos relacionados à gestão de conteúdos, automação de tarefas mais complexas e de propostas voltadas ao desenvolvimento da web semântica, que objetiva essencialmente facilitar a vida das pessoas através de respostas fornecidas pelo agente inteligente acoplado ao sistema de informação.
FREDERICO BOTTREL: 4 - É descartado o exercício de futurologia que vislumbra um tempo em que as bibliotecas digitais substituam os acervos em livros de papel?
JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA: Não acredito que assim possa ser considerada essa questão, e nem concebo o assunto sob esse radicalismo em termos de exclusão total dos acervos de livros impressos em papel. Creio que conviveremos com a diversidade de suportes de registros das informações e do conhecimento e com a existência de bibliotecas compostas por materiais reais e virtuais. Bibliotecas híbridas, talvez seja a tipologia mais comum por muito tempo, porque duvido que instituições ou pessoas conscientes e sábias abrirão mão de seus documentos originais ou irão descartar, se desfazer de suas fontes primárias, de seus acervos originais e preciosos, que na realidade possibilitaram o surgimento de grande maioria do que hoje encontramos em formato digitalizado e disponível para uso coletivo através das redes eletrônicas e das bibliotecas digitais.
FREDERICO BOTTREL: 5 - Fale um pouco sobre o projeto de biblioteca digital desenvolvido por sua equipe na UFMG. Preciso das informações gerais a respeito. O nome do projeto, objetivos, metodologia, previsão de lançamento e o que mais julgar importante.
JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA: A pesquisa em andamento que desenvolvo na Escola de Ciência da Informação da UFMG intitula-se: “Fontes de informação para antiquários e amantes das artes e cultura: conteúdos informacionais para construção de uma biblioteca virtual temática”. O objetivo geral pode ser expresso como “construir uma biblioteca virtual temática ou especializada, que possa atender necessidades informacionais de profissionais ou de pessoas e organizações envolvidas com o antiquariato ou interessados em artes e antiguidades de modo geral”. Constitui, de certa forma, continuidade de minha pesquisa de doutoramento, cuja tese[2] objetivou caracterizar o comportamento informacional e identificar fontes de informação preferenciais utilizadas por antiquários, assim como estudar e mapear o fluxo de informação estabelecido por esses profissionais (registrado em livros de memórias de antiquários brasileiros, e em pesquisa de campo realizada com antiquários atuantes na Rua do Lavradio, no Rio de Janeiro) para identificação, seleção, aquisição e atribuição de valor/cotação de objetos de arte, antigos e raros, assim como de outros aspectos relacionados ao uso de informação para tomada de decisão em contextos específicos de trabalho dos antiquários comerciantes e colecionadores.
A metodologia percorrida para a construção da biblioteca virtual envolve a identificação, seleção, tratamento e organização da informação, agrupada inicialmente em formatos de hemeroteca digital, diretórios e guias de fontes de informação diversos e condizentes com os objetivos da pesquisa. As atividades programadas e em execução dizem respeito a: identificação de fontes de informação pessoais e impessoais; definição dos metadados e realização de marcações convenientes à localização posterior e recuperação de informações relevantes e pertinentes, elaboração dos diretórios eletrônicos previstos e preparação técnica dos demais materiais que comporão o acervo da biblioteca virtual especializada.
Nesse projeto, alunos do curso de Biblioteconomia foram agregados formalmente aos trabalhos de pesquisa. Um deles através do Programa Pronoturno, e outro na condição de bolsista de iniciação científica, subsidiado pela Fapemig. No decorrer dos trabalhos de investigação envolvemos outros alunos cursantes de disciplinas por mim ministradas, que elaboraram, sob minha orientação, breves guias de fontes de informação em artes e antiguidades, cujos conteúdos provavelmente serão inseridos na biblioteca virtual. Este ano pretendemos concluir os trabalhos de tratamento de toda a informação já selecionada, bem como implantar e inaugurar a “Biblioteca Virtual Temática em Artes e Antiguidades”, desde que tenhamos o apoio institucional ou de outros prováveis parceiros, relacionado às condições de manutenção de infra-estrutura tecnológica e material necessária. A continuidade de colaboração regular de bolsistas ou estagiários para execução de atividades referentes à inserção de dados e informações na biblioteca virtual em construção também constitui requisito fundamental para o cumprimento do cronograma de trabalho até então definido.
FREDERICO BOTTREL: 6 - Fique à vontade para tecer quaisquer outras considerações sobre o tema.
JÚLIA GONÇALVES DA SILVEIRA Fica para uma outra entrevista ... :) caso haja interesse, obviamente.
[1] GONÇALVES, M. A. et al. What is a good digital library ?: a quality model for digital libraries. Information Processing and Management, v. 43, p. 1416-1437, 2007.
MARCONDES, C. H. et al. (Org.). Bibliotecas digitais : saberes e práticas. 2. ed. Salvador; Brasília: UFBA; IBICT, 2006. 336 p.
[2] SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Fontes de informação de antiquários: proposta de um modelo de análise e de categorização. 232 f. 2006. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Escola de Ciência da Informação, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2006.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
P E R I B A S E D E D A D O S Online 2009
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P E R I B A S E D E D A D O S Online 2009
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BASE DE DADOS PERI ATUALIZADA
Parabéns à equipe da Biblioteca "Profa. Etelvina Lima", da Escola de Ciência da Informação da UFMG e ao Luiz Henrique e equipe de trabalho do Laboratório de Tecnologia da Informação - LTI, também da ECI/UFMG pela atualização (tão esperada...:)) da Base de Dados PERI. Além da atualização da indexação propriamente dita, acataram nossa sugestão de inclusão de outro campo ou ponto de acesso nessa base de dados, ou seja a inserção de links, possibilitando o acesso ao texto completo daqueles artigos ou trabalhos ali indexados e já disponíveis livremente na Internet. Na condição de criadora dessa ferramenta de referência, nos idos dos anos oitenta, mais precisamente em 1987, auxiliada pelo José Eduardo, do Cecom, e utilizando o DBase, como software original e posteriormente convertendo a base para outros softwares ou versões (microisis e winisis), temos a certeza de sua importância para a comunidade da ECI e externa. A base de dados PERI favorece e possibilita o acesso livre, o conhecimento e a divulgação mundial de parte da literatura nacional especializada, publicada em alguns dos periódicos e eventos mais importantes das áreas de Biblioteconomia e Ciência da Informação, disponíveis para uso na Biblioteca da ECI, real e eletrônica. Há garantia de acesso aos textos completos de todos os documentos indexados, mesmo que não existam em outras bibliotecas nacionais ou estrangeiras, porque a indexação é feita a partir da posse dos documentos pela citada Biblioteca, exceto em casos de perdas ou falhas eventuais de documentos, acontecidas no acervo da Biblioteca ao longo dos anos... Aproveitando a oportunidade, registramos um pouco da história dessa base de dados. Da mesma forma, ressaltamos a colaboração de outros colegas que nos precederam e sucederam na chefia da Biblioteca da ECI ( função que exerci nos períodos compreendidos entre 1983-1993; 1995-1998; 2001-2006, sendo neste último período, na condição de efetiva ou substituta) e dos demais funcionários e estagiários, os quais estiveram ou encontram-se hoje envolvidos com a manutenção e permanência desse recurso informacional eletrônico, através dos nomes de Maria Tereza, da Vívian, da Eliane e da Nádia. Há poucos dias atrás inseri, neste meu blog, um breve tutorial de auxílio para uso mais racional e proveitoso da Base de Dados Peri, espero que façam um bom proveito dele. A seguir forneço novamente o endereço de acesso à PERI, assim como atualização de algumas das informações que foram anteriormente registradas no referido tutorial que elaborei.
Informações gerais sobre a base de dados, a relação e cobertura dos documentos indexados na base encontram-se disponíveis no seguinte endereço: http://www.eci.ufmg.br/biblio/?Bases_de_Dados_Locais:PERI Acesso em: 8 abr. 2009
O acesso à Base Peri é estabelecido em: http://bases.eci.ufmg.br/ Acesso em: 8 abr. 2009
Atenção! Clicar em: ACESSO, no referido endereço eletrônico, obviamente :) ou no link logo a seguir:
Base Peri
:::[acesso]:::
Descrição: Base de dados que contém artigos de periódicos e trabalhos publicados em anais de eventos técnico-científicos, refletindo a literatura nacional nas áreas de Biblioteconomia, Ciência da Informação, Arquivística e outras interdisciplinares.Base em números: 50 títulos de periódicos indexados e 25 anais de eventos técnicos. Total de artigos indexados: 8250 (em março/2009)
Belo Horizonte, 8 de abril de 2009
JuliaGSilveira
Informações gerais sobre a base de dados, a relação e cobertura dos documentos indexados na base encontram-se disponíveis no seguinte endereço: http://www.eci.ufmg.br/biblio/?Bases_de_Dados_Locais:PERI Acesso em: 8 abr. 2009
O acesso à Base Peri é estabelecido em: http://bases.eci.ufmg.br/ Acesso em: 8 abr. 2009
Atenção! Clicar em: ACESSO, no referido endereço eletrônico, obviamente :) ou no link logo a seguir:
Base Peri
:::[acesso]:::
Descrição: Base de dados que contém artigos de periódicos e trabalhos publicados em anais de eventos técnico-científicos, refletindo a literatura nacional nas áreas de Biblioteconomia, Ciência da Informação, Arquivística e outras interdisciplinares.Base em números: 50 títulos de periódicos indexados e 25 anais de eventos técnicos. Total de artigos indexados: 8250 (em março/2009)
Belo Horizonte, 8 de abril de 2009
JuliaGSilveira
sexta-feira, 27 de março de 2009
REFERÊNCIA PARA LEITURA - ALUNOS DA DISCIPLINA "ACESSO A FONTES DE INFORMAÇÃO EM MEIO DIGITAL".
AOS ALUNOS DO QUINTO PERÍODO - PRÓXIMA TAREFA:
- LER, RESUMIR E PREPARAR APRESENTAÇÃO ORAL DO TEXTO CONTIDO NO LIVRO “BIBLIOTECAS DIGITAIS: saberes e práticas, p. 225-238.
MENDONÇA, Marília Alvarenga Rocha. Serviço de referência digital. In: MARCONDES, Carlos H. et al (Org.) Bibliotecas digitais: saberes e práticas. 2. ed. Salvador: Ed. da Universidade Federal da Bahia; Brasília, DF: IBICT, 2006. 336 p. Cap. 4. Gestão em bibliotecas digitais, p. 225-238.
ATENÇÃO!
QUANTO À APRESENTAÇÃO ORAL DOS TRABALHOS, HAVERÁ SORTEIO NO DIA DETERMINADO PELO PROFESSOR PARA REALIZAÇÃO DESSA ATIVIDADE. PORTANTO, TODOS OS GRUPOS DEVERÃO LER E PREPARAR MATERIAIS SUGERIDOS PARA ESTUDO E DEFINIDOS PARA APRESENTAÇÃO ORAL E ESCRITA.
segunda-feira, 23 de março de 2009
EMENTA E PROGRAMA DA DISCIPLINA ACESSO À INFORMAÇÃO ELETRÔNICA - PPGCI
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS
DEPARTAMENTO DE ORGANIZAÇÃO E TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
DISCIPLINA
Acesso À informação ELETRÔNICA
CÓDIGO:
PROFESSORA
Júlia Gonçalves da Silveira
DEPARTAMENTO UNIDADE
Organização e Tratamento da Informação Escola de Ciência da Informação
CARGA HORÁRIA TEÓRICA PRÁTICA TOTAL CRÉDITOS
30 15 45 03
ANO LETIVO PERÍODOS
1. Semestre de 2009 Alunos do PPGCI
PRÉ-REQUISITOS CÓDIGOS
CURSOS PARA OS QUAIS É MINISTRADO
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação
EMENTA
Serviços de informação eletrônica e seus produtos. Bases de dados, estrutura e organização. A Internet como fonte de informação eletrônica. Ferramentas e técnicas de pesquisa da informação eletrônica. Critérios para avaliação da informação eletrônica.
PROGRAMA
Internet: serviços básicos e recursos de informação
Visão geral de produtores e provedores de bases de dados e de outras fontes de informação em formato eletrônico;
Tipos de bases de dados
Acesso a bases de dados nacionais e internacionais
Avaliação de bases de dados e de seus provedores
CONCEITOS E TÉCNICAS
· Inclusão e exclusão digital
· Organização e estrutura de bases de dados e de outros recursos informacionais eletrônicos
· Lógica Booleana
· Outros recursos de busca
· Estratégias de busca
· O processo de busca
· Avaliação de buscas
SISTEMAS ESPECÍFICOS
· Bases de dados referenciais e de textos completos componentes do Portal da Capes e de portais de outras organizações (multidisciplinares, interdisciplinares e especializadas);
· Páginas web e Catálogos online de Sistemas de Bibliotecas Universitárias: uso e avaliação;
· Bases de dados referenciais e de textos completos (nacionais e estrangeiras). Periódicos eletrônicos da área de Ciência da Informação e interdisciplinares: acesso e utilização.
OBJETIVOS
Após término deste curso, os alunos deverão:
· Dominar conceitos básicos relacionados à informação eletrônica e acesso à informação disponibilizada em redes eletrônicas;
· Conhecer sistemas e serviços de informação eletrônicos nacionais e internacionais;
· Conhecer os principais produtores e provedores de bases de dados;
· Conhecer os principais tipos de bases de dados (bibliográficas, de texto completo, de citação, diretórios, numéricas, entre outros);
· Conhecer os critérios para avaliação de bases de dados;
· Entender os princípios de estruturação e organização de bases de dados (estrutura de registros e campos, índices invertidos, palavras proibidas) e seus efeitos na recuperação da informação;
· Entender e aplicar a lógica boolena na construção de estratégias de recuperação da informação em sistemas automatizados;
· Saber comparar e contrastar o uso de vocabulário controlado versus uso de linguagem natural em buscas;
· Saber comparar e contrastar diferentes estratégias de busca em bases de dados;
· Entender os conceitos de precisão e revocação e comparar métodos para melhorar os resultados de uma busca;
· Saber analisar perguntas de referência, e planejar, executar, avaliar e modificar buscas complexas em bases de dados;
· Entender o funcionamento e uso dos sistemas de recuperação da informação (ferramentas de busca) na Web;
· Conhecer problemas e perspectivas relacionadas com o impacto das fontes eletrônicas na sociedade e no profissional da informação
METODOLOGIA
· Aulas expositivas;
· Demonstrações de recursos informacionais eletrônicos e de acesso à informação científica e tecnológica;
· Palestras de profissionais da informação (bibliotecários e fornecedores comerciais de serviços e produtos de informação em formato eletrônico);
· Utilização pelos alunos das bases de dados e de outras fontes eletrônicas de informação para subsidiar projetos e pesquisas em andamento;
· Apresentações de avaliações de fontes de informação eletrônicas pelos alunos (seminários).
AVALIAÇÃO
· Elaboração de pesquisas ou coletas de referências em bases de dados em conformidade com assuntos tratados em projetos de pesquisas e em outros trabalhos acadêmicos em andamento; avaliação da informação eletrônica encontrada (20 pontos);
· Apresentação oral de resumos extraídos de artigos ou capítulos de livros recomendados para leitura e discussão em sala de aula sobre os conteúdos neles abordados; (trabalhos individuais) (40 pontos);
· Seminário (Trabalho Final). Apresentação de bibliotecas eletrônicas e de bases de dados especializadas: explanação sobre formas adequadas de acesso aos seus recursos informacionais (estratégias de busca de informação em SRIs voltados para a comunidade universitária); avaliação de fornecedores e de produtos de informação eletrônicos (40 pontos).
BIBLIOGRAFIA BÁSICA E COMPLEMENTAR
BAPTISTA, Dulce Maria. Fontes eletrônicas de informação sobre comércio internacional. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMACAO, 5., 2003, Belo Horizonte. Anais do ENANCIB. Belo Horizonte : Escola de Ciência da Informação da UFMG, 2003.
BENASI, Marcos de Toledo. Acesso a base Eric via Internet: o usuário diante de duas interfaces distintas. TransInformação, Campinas, v. 9, n. 2, p. 69-92, maio/ago. 1997.
BLATTMANN, Úrsula et al. Recuperar a informação eletrônica pela Internet. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina. Florianópolis, v. 4, n.4, p. 9-27, 1999. Disponível em: http://eprints.rclis.org/archive/00004584/02/acb_4_ursula.pdf Acesso em: 20 ago. 2008.
BRANSKI, Regina Meyer. Localização de informações na internet: características e formas de funcionamento dos mecanismos de busca. Transinformação, v. 12, n.1, p. 11-19, jan./jun. 2000.
BORGMAN, Christine L. From Gutenberg to the global information infraestruture: access to information in the networked world. Cambridge, MA: Mit Press, 2000. 324 p.
BUENO, Márcia Correa; VIDOTTI, Silvana Aparecida Borsetti Gregório. Ferramentas de busca na internet: para que, porque e como utilizá-las? In: SEMINARIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis.. Anais... Florianópolis: UFSC, 2000. 20p.
CAMPELLO, Bernardete; CALDEIRA, Paulo da Terra (Org.) Introdução às fontes de informação. Belo Horizonte : Autêntica, 2005. 181p. [Coleção Ciência da Informação]
CAMPELLO, Bernadete Santos; CALDEIRA, Paulo da Terra; MACEDO, Vera Amália Amarante (Org.). Formas e expressões do conhecimento: introdução às fontes de informação. Belo Horizonte: Escola de Biblioteconomia da UFMG, 1998.
CAMPELLO, Bernadete Santos; CENDÓN, Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette Marguerite (Org.). Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2000. 319 p.
CENDÓN, Beatriz Valadares. Bases de dados para negócios. In: PAIM, Ísis (Org.). A gestão da informação e do conhecimento. Belo Horizonte: Escola de Ciência da Informação da UFMG, 2003. Cap. 5, p. 125-155.
CENDÓN, Beatriz Valadares. Ferramentas de busca na Web. Ciência da Informação, Brasília, v. 30, n. 1, p. 39-49, jan./abr. 2001. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ci/v30n1/a06v30n1.pdf Acesso em: 20 ago. 2008.
CESARINO, Maria Augusta da Nóbrega. Sistemas de recuperação da informação. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 14, n. 2, p. 157-168, set. 1985.
CUNHA, Murilo Bastos da; MCCARTHY, Cavan. Estado atual das bibliotecas digitais no Brasil. In: MARCONDES, Carlos H. et al. (Org.) Bibliotecas digitais: saberes e práticas. Salvador; Brasília : UFBA/IBICT, 2005. p. 25- 53.
DAVENPORT, Thomas H. Ecologia da informação: porque só a tecnologia não basta para o sucesso na era da informação. São Paulo: Futura, 2000. 316 p.
FERNÁNDEZ-MOLINA, Juan Carlos. Derecho de autor y bibliotecas digitales: a la búsqueda del equilibrio entre intereses contrapuestos. TransInformação, Campinas, v. 20, n. 2, p.123-131, maio/ago., 2008. Disponível em: http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/viewissue.php Acesso em: 15 ago. 2008
GARCIA, Rodrigo Moreira; SILVA, Helen de Castro. O comportamento do usuário final na recuperação temática da informação: um estudo com pós-graduandos da Unesp de Marília. DatagramaZero, Rio de Janeiro, v. 6, n. 3, jun. 2005. Disponível em:
GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias. O papel da experiência na aprendizagem: perspectivas na busca e no uso da informação. TransInformação, Campinas, v. 20, n. 2, p. 149-158, maio/ago. 2008. Disponível em: http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/viewissue.php Acesso em: 15 ago. 2008
GOMES, Sandra Lúcia Rebel. O acesso à informação em bibliotecas virtuais: princípios e valores. In: MIRANDA, Antônio; SIMEÃO, Elmira (Org.) Alfabetização digital e acesso ao conhecimento. Brasília: Unb; Departamento de Ciência da Informação e Documentação, 2006. p. 109-128.
GONZÁLEZ DE GOMEZ, Maria Nélida. Ciência da informação, economia e tecnologias de informação e comunicação: a informação nos entremeios. In: MACIEL, Maria Lucia; ALBAGLI, Sarita (Org.). Informação e desenvolvimento: conhecimento, inovação e apropriação social. Brasília: IBICT; UNESCO, 2007. Cap. 7, p. 149-183.
LANCASTER, F. W. Busca em bases de dados. In: LANCASTER, F. W. Avaliação de serviços de biblioteca. Brasília: Briquet de Lemos, 1996. Cap. 11, p. 187-225.
LOPES, Eunice de Faria. Avaliação de serviços de indexação e resumo: critérios, medidas e metodologia. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 14, n. 2, p. 242-258, set. 1985.
MESQUITA, Rosa Maria Apel. Referência eletrônica on-line como fonte de informação científica. . ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMACAO, 5., 2003, Belo Horizonte. Anais do ENANCIB. Belo Horizonte : Escola de Ciência da Informação da UFMG, 2003.
MIRANDA, Antônio; SIMEÃO, Elmira (Org.) Alfabetização digital e acesso ao conhecimento. Brasília: Universidade de Brasília. Departamento de Ciência da Informação e Documentação, 2006. 257 p. (Série: Comunicação da Informação Digital, v. 4).
MIRANDA, Antônio; SIMEÃO, Elmira (Org.). Comunicação extensiva e informação em rede. Brasília: Universidade de Brasília. Departamento de Ciência da Informação e Documentação, 2006. 277 p. (Série: Comunicação da Informação Digital, v. 2).
MIRANDA, Antônio; SIMEÃO, Elmira (Org.). Informação e tecnologia: conceitos e recortes. Brasília: Universidade de Brasília. Departamento de Ciência da Informação e Documentação, 2005. 257 p. (Série: Comunicação da Informação Digital, v. 1).
MIRANDA, Antônio; SIMEÃO, Elmira (Org.). Portal do CID e a tecnologia evm.net. Brasília: Universidade de Brasília. Departamento de Ciência da Informação e Documentação, 2006. 132 p. (Série: Comunicação da Informação Digital, v. 3).
MOSTAFA, Solange Pimentel; TERRA, Marisa. Fontes eletrônicas de informação: novas formas de comunicação e de produção do conhecimento. São Paulo em Perspectiva, São Paulo, v. 12, n. 4, p. 54-59, out./dez. 1998.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. A ciência, o sistema de comunicação científica e a literatura científica. In: CAMPELLO, Bernadete Santos; CENDÓN, Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette Marguerite (Org.) Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2000. Cap. 1, p. 21-34.
MUELLER, Suzana Pinheiro Machado. A comunicação científica e o movimento de acesso livre ao conhecimento. Ciência da Informação, Brasília, v. 35, n. 2, p. 27-38, maio/ago. 2006. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ci/v35n2/a04v35n2.pdf>
Acesso em: 5 ago. 2008.
NEVES, Teodora Marly Gama das. Livre acesso à publicação acadêmica. Ciência da
Informação, Brasília, v.33 n. 3, set./dez. 2004, p.116-121.
PINTO, Maria Cristina Mello Ferreira. Análise e representação de assuntos em sistemas de recuperação da informação: linguagens de indexação. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 14, n. 2, p. 169-186, set. 1985.
RODRIGUES, Ana Vera Finardi; CRESPO, Isabel Merlo. Fonte de informação eletrônica: o papel do bibliotecário de bibliotecas universitárias. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, v. 4, n. 1, p.1-18, jul./dez. 2006. Disponível em: http://server01.bc.unicamp.br/seer/ojs/viewarticle.php?id=81 Acesso em: 05 ago. 2008.
ROSETTO, Márcia. Os novos materiais bibliográficos e a gestão da informação: livro eletrônico e biblioteca eletrônica na América Latina e Caribe. Ciência da Informação, Brasília, v. 26, n. 1, 1997 . Disponível em:Acesso em: 19 Ago. 2007.
ROWLEY, Jennifer. A biblioteca eletrônica. 2. ed. de Informática para bibliotecas. Brasília: Briquet de Lemos Livros, 2002. 399 P.
SARACEVIC, Tefko; COVI, Lisa. Challenges for digital library evaluation. In: ANNUAL MEETING 2000 OF THE AMERICAN SOCIETY FOR INFORMATION SCIENCE – ASIS. Disponível em: http://www.is.informatik.uni-duisburg.de/courses/dl_ss04/folien/saracevic00.pdf Acesso em: 5 ago. 2008.
SAYÃO, Luis Fernando; MARCONDES, Carlos Henrique. O desafio da interoperabilidade e as novas perspectivas para as bibliotecas digitais. TransInformação, Campinas, v. 20, n. 2, p. 133-148, maio/ago., 2008. Disponível em: http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/viewissue.php Acesso em: 15 ago. 2008.
SILVA, Rubens Ribeiro Gonçalves da. Informação, ciberespaço e consciência. TransInformação, Campinas, v. 18, n. 3, p. 191-201, set./dez. 2006. Disponível em:
http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/viewarticle.php?id=181 Acesso em: 15 ago. 2008
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da. Bases de dados e bibliotecas digitais no Brasil. Belo Horizonte: [s.n.] 2006. 10 p. (Texto apresentado durante concurso público prestado para o cargo de professor adjunto da Escola de Ciência da Informação da UFMG).
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da; ANDRADE, Maria Eugênia Albino. A Sociedade da Informação, a globalização e o binômio inclusão/exclusão de pessoas deficientes ou portadoras de necessidades especiais no contexto universitário. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 13, 2004, Natal. Anais eletrônicos... Natal: UFRN, 2004. (CD-Rom).
SILVEIRA, Júlia Gonçalves da et al. Análise da coleção de periódicos técnico-cientificos assinados para a UFMG visando a sua priorização face às demandas dos programas e das atividades atuais de ensino, pesquisa e extensão. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11, 2000, Florianópolis. Anais eletrônicos...Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina, 2000. (CD-Rom).
SOUTO, Leonardo Fernandes. Recuperação de informações em bases de dados: usos de tesauro. TransInformação, Campinas, v. 15, n. 1, p. 73-81, jan./abr. 2005. Disponível em: http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/viewissue.php?id=2 Acesso em: 5 ago. 2008.
TOMAÉL, Maria Inês et al. Avaliação de fontes de informação na Internet (completar a referência do livro recentemente lançado)
TOMAÉL, Maria Inês et al. Avaliação de fontes de informação na Internet: critérios de qualidade. Informação Sociedade Estudos, João Pessoa, v. 11, n. 2, p. 1-14, 2001.
ESPINET, E.O. (coord); SEVILLA, D.C.; BOLÍVAR, A.J.C. La alfabetización digital en los procesos de inclusión social. Barcelona: UOC, 2007. (Coleção Manuais, n.89). (Sugerir aquisição ao PPGCI)
Resenha disponível em: http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/viewissue.php
Acesso em: 5 ago. 2008.
VALENTIM, Marta Lígia Pomim. A indústria da informação e os produtores de bases de dados em C&T. Perspectivas em Ciência da Informação, Belo Horizonte, v. 7, n. 1, p.23-37,jan./jun.2002. Disponível em: http://www.eci.ufmg.br/pcionline/viewarticle.php?id=369&layout=abstract Acesso em: 17 de set. 2007
VALÉRIO, Palmira Moriconi; PINHEIRO, Lena Vânia Ribeiro. Da comunicação científica à divulgação. TransInformação, Campinas, v. 20, n. 2, p. 159-169, maio/ago., 2008. Disponível em: http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/viewissue.php
Acesso em: 15 ago. 2008.
ZAHER, Célia Ribeiro; MENEGAZ, Ronaldo. Biblioteca digital de acervos raros: uma rede brasileira. Leituras: Revista da Biblioteca Nacional, Lisboa, v. 3, n. 9-10, p. 293-310, out./out. 2001-2002.
DEPARTAMENTO DE ORGANIZAÇÃO E TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO
DISCIPLINA
Acesso À informação ELETRÔNICA
CÓDIGO:
PROFESSORA
Júlia Gonçalves da Silveira
DEPARTAMENTO UNIDADE
Organização e Tratamento da Informação Escola de Ciência da Informação
CARGA HORÁRIA TEÓRICA PRÁTICA TOTAL CRÉDITOS
30 15 45 03
ANO LETIVO PERÍODOS
1. Semestre de 2009 Alunos do PPGCI
PRÉ-REQUISITOS CÓDIGOS
CURSOS PARA OS QUAIS É MINISTRADO
Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação
EMENTA
Serviços de informação eletrônica e seus produtos. Bases de dados, estrutura e organização. A Internet como fonte de informação eletrônica. Ferramentas e técnicas de pesquisa da informação eletrônica. Critérios para avaliação da informação eletrônica.
PROGRAMA
Internet: serviços básicos e recursos de informação
Visão geral de produtores e provedores de bases de dados e de outras fontes de informação em formato eletrônico;
Tipos de bases de dados
Acesso a bases de dados nacionais e internacionais
Avaliação de bases de dados e de seus provedores
CONCEITOS E TÉCNICAS
· Inclusão e exclusão digital
· Organização e estrutura de bases de dados e de outros recursos informacionais eletrônicos
· Lógica Booleana
· Outros recursos de busca
· Estratégias de busca
· O processo de busca
· Avaliação de buscas
SISTEMAS ESPECÍFICOS
· Bases de dados referenciais e de textos completos componentes do Portal da Capes e de portais de outras organizações (multidisciplinares, interdisciplinares e especializadas);
· Páginas web e Catálogos online de Sistemas de Bibliotecas Universitárias: uso e avaliação;
· Bases de dados referenciais e de textos completos (nacionais e estrangeiras). Periódicos eletrônicos da área de Ciência da Informação e interdisciplinares: acesso e utilização.
OBJETIVOS
Após término deste curso, os alunos deverão:
· Dominar conceitos básicos relacionados à informação eletrônica e acesso à informação disponibilizada em redes eletrônicas;
· Conhecer sistemas e serviços de informação eletrônicos nacionais e internacionais;
· Conhecer os principais produtores e provedores de bases de dados;
· Conhecer os principais tipos de bases de dados (bibliográficas, de texto completo, de citação, diretórios, numéricas, entre outros);
· Conhecer os critérios para avaliação de bases de dados;
· Entender os princípios de estruturação e organização de bases de dados (estrutura de registros e campos, índices invertidos, palavras proibidas) e seus efeitos na recuperação da informação;
· Entender e aplicar a lógica boolena na construção de estratégias de recuperação da informação em sistemas automatizados;
· Saber comparar e contrastar o uso de vocabulário controlado versus uso de linguagem natural em buscas;
· Saber comparar e contrastar diferentes estratégias de busca em bases de dados;
· Entender os conceitos de precisão e revocação e comparar métodos para melhorar os resultados de uma busca;
· Saber analisar perguntas de referência, e planejar, executar, avaliar e modificar buscas complexas em bases de dados;
· Entender o funcionamento e uso dos sistemas de recuperação da informação (ferramentas de busca) na Web;
· Conhecer problemas e perspectivas relacionadas com o impacto das fontes eletrônicas na sociedade e no profissional da informação
METODOLOGIA
· Aulas expositivas;
· Demonstrações de recursos informacionais eletrônicos e de acesso à informação científica e tecnológica;
· Palestras de profissionais da informação (bibliotecários e fornecedores comerciais de serviços e produtos de informação em formato eletrônico);
· Utilização pelos alunos das bases de dados e de outras fontes eletrônicas de informação para subsidiar projetos e pesquisas em andamento;
· Apresentações de avaliações de fontes de informação eletrônicas pelos alunos (seminários).
AVALIAÇÃO
· Elaboração de pesquisas ou coletas de referências em bases de dados em conformidade com assuntos tratados em projetos de pesquisas e em outros trabalhos acadêmicos em andamento; avaliação da informação eletrônica encontrada (20 pontos);
· Apresentação oral de resumos extraídos de artigos ou capítulos de livros recomendados para leitura e discussão em sala de aula sobre os conteúdos neles abordados; (trabalhos individuais) (40 pontos);
· Seminário (Trabalho Final). Apresentação de bibliotecas eletrônicas e de bases de dados especializadas: explanação sobre formas adequadas de acesso aos seus recursos informacionais (estratégias de busca de informação em SRIs voltados para a comunidade universitária); avaliação de fornecedores e de produtos de informação eletrônicos (40 pontos).
BIBLIOGRAFIA BÁSICA E COMPLEMENTAR
BAPTISTA, Dulce Maria. Fontes eletrônicas de informação sobre comércio internacional. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIÊNCIA DA INFORMACAO, 5., 2003, Belo Horizonte. Anais do ENANCIB. Belo Horizonte : Escola de Ciência da Informação da UFMG, 2003.
BENASI, Marcos de Toledo. Acesso a base Eric via Internet: o usuário diante de duas interfaces distintas. TransInformação, Campinas, v. 9, n. 2, p. 69-92, maio/ago. 1997.
BLATTMANN, Úrsula et al. Recuperar a informação eletrônica pela Internet. Revista ACB: Biblioteconomia em Santa Catarina. Florianópolis, v. 4, n.4, p. 9-27, 1999. Disponível em: http://eprints.rclis.org/archive/00004584/02/acb_4_ursula.pdf Acesso em: 20 ago. 2008.
BRANSKI, Regina Meyer. Localização de informações na internet: características e formas de funcionamento dos mecanismos de busca. Transinformação, v. 12, n.1, p. 11-19, jan./jun. 2000.
BORGMAN, Christine L. From Gutenberg to the global information infraestruture: access to information in the networked world. Cambridge, MA: Mit Press, 2000. 324 p.
BUENO, Márcia Correa; VIDOTTI, Silvana Aparecida Borsetti Gregório. Ferramentas de busca na internet: para que, porque e como utilizá-las? In: SEMINARIO NACIONAL DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 11., 2000, Florianópolis.. Anais... Florianópolis: UFSC, 2000. 20p.
CAMPELLO, Bernardete; CALDEIRA, Paulo da Terra (Org.) Introdução às fontes de informação. Belo Horizonte : Autêntica, 2005. 181p. [Coleção Ciência da Informação]
CAMPELLO, Bernadete Santos; CALDEIRA, Paulo da Terra; MACEDO, Vera Amália Amarante (Org.). Formas e expressões do conhecimento: introdução às fontes de informação. Belo Horizonte: Escola de Biblioteconomia da UFMG, 1998.
CAMPELLO, Bernadete Santos; CENDÓN, Beatriz Valadares; KREMER, Jeannette Marguerite (Org.). Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2000. 319 p.
CENDÓN, Beatriz Valadares. Bases de dados para negócios. In: PAIM, Ísis (Org.). A gestão da informação e do conhecimento. Belo Horizonte: Escola de Ciência da Informação da UFMG, 2003. Cap. 5, p. 125-155.
CENDÓN, Beatriz Valadares. Ferramentas de busca na Web. Ciência da Informação, Brasília, v. 30, n. 1, p. 39-49, jan./abr. 2001. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ci/v30n1/a06v30n1.pdf Acesso em: 20 ago. 2008.
CESARINO, Maria Augusta da Nóbrega. Sistemas de recuperação da informação. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 14, n. 2, p. 157-168, set. 1985.
CUNHA, Murilo Bastos da; MCCARTHY, Cavan. Estado atual das bibliotecas digitais no Brasil. In: MARCONDES, Carlos H. et al. (Org.) Bibliotecas digitais: saberes e práticas. Salvador; Brasília : UFBA/IBICT, 2005. p. 25- 53.
DAVENPORT, Thomas H. Ecologia da informação: porque só a tecnologia não basta para o sucesso na era da informação. São Paulo: Futura, 2000. 316 p.
FERNÁNDEZ-MOLINA, Juan Carlos. Derecho de autor y bibliotecas digitales: a la búsqueda del equilibrio entre intereses contrapuestos. TransInformação, Campinas, v. 20, n. 2, p.123-131, maio/ago., 2008. Disponível em: http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/viewissue.php Acesso em: 15 ago. 2008
GARCIA, Rodrigo Moreira; SILVA, Helen de Castro. O comportamento do usuário final na recuperação temática da informação: um estudo com pós-graduandos da Unesp de Marília. DatagramaZero, Rio de Janeiro, v. 6, n. 3, jun. 2005. Disponível em:
GASQUE, Kelley Cristine Gonçalves Dias. O papel da experiência na aprendizagem: perspectivas na busca e no uso da informação. TransInformação, Campinas, v. 20, n. 2, p. 149-158, maio/ago. 2008. Disponível em: http://revistas.puc-campinas.edu.br/transinfo/viewissue.php Acesso em: 15 ago. 2008
GOMES, Sandra Lúcia Rebel. O acesso à informação em bibliotecas virtuais: princípios e valores. In: MIRANDA, Antônio; SIMEÃO, Elmira (Org.) Alfabetização digital e acesso ao conhecimento. Brasília: Unb; Departamento de Ciência da Informação e Documentação, 2006. p. 109-128.
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